#058 – 27 de Fevereiro

A marca da mão pesada de sua mãe pulsava quente em suas costas morenas iluminadas pela luz do luar. Fora a primeira vez que ela o pegara dançando jazz no meio da bagunça do sobrado sujo. O rádio velho chiava na sala, sintonizado aos gritos dela que ainda zumbiam na sua cabeça.

Naquela noite, a lua pintou sua pele e sua vontade de azul. Quando pensou em dançar, sua cabeça zumbiu.

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