#092 – 02 de Abril

O cheiro salino invadiu suas narinas quando ele se viu diante das portas de madeira corroídas pela maresia. Entrou de soslaio. Mirou a mão trêmula da lanterna para o púlpito. Enxergou um membro comprido constrangendo um dos pilares, projetado sobre uma pilha de ossos. Caiu de joelhos, acometido por forte ferroada de febre, tomado de lágrimas nos olhos.

Mirou a lanterna de novo. O púlpito estava vazio.

 

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