#101 – 11 de Abril

Um ruído agudo, fino e doloroso reverberara por quilômetros, mas havia se tornado muito mais nítido desde que ele atravessara a precária ponte de madeira. O som ecoava por todos os lados, ressonando nas saliências montanhosas da encosta. Precisava de respostas. Não aguentava mais. Quando ele finalmente alcançou o topo, nuvens escuras o saudaram.

O monólito tingia o céu tempestuoso de uma estranha luz azul produzida por suas inscrições pulsantes.

– Que barulho insuportável é esse vindo dessa coisa? – O homem perguntou a um monge, que encontrava-se prostrado em meditação diante do obelisco, tirando sua concentração.

– É o som produzido pelos seus pensamentos.

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