#109 – 19 de Abril

Com os dedos finos e trêmulos alcançou o cantil no bolso do coturno. O silêncio da vizinhança era cortante. Ela se aproximou da figura frágil amarrada a cadeira e bebericou da garrafa. O líquido desceu ardendo pelo esôfago e a fez arrepiar.

Pousou a mão livre nos olhos da criança que se debatia na cadeira e sussurrou algumas palavras indecifráveis enquanto espalhava a bebida pelo chão da sala.

– Saia dessa criança seu maldito. – Ela vociferou com a voz firme.

Um som gutural se manifestou da menina amarrada. Seus músculos se contorceram de forma assombrosa.

– É ela que me mantém preso. – A voz demoniaca respondeu atras dos olhos cruéis.

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