#116 – 26 de Abril

Ele encarou a mulher de rosto pálido, com manchas roxas nas bolsas abaixo dos olhos do outro lado da mesa, e continuou. 

– E você chorava todas as vezes?

– Não. Depois de um tempo a gente para de chorar. A gente para de sentir. Depois de um tempo a gente nem parece mais estar vivo. 

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