#177 – 26 de Junho

O bebê dormia calmamente. Nove figuras encapuzadas o rodeavam em um semicírculo. Trajavam vestes brancas e compridas. Auras de diferentes cores as envolviam, e estas iluminavam a sala. A criança aparentava não ter mais do que algumas horas de existência. Deixava transpassar calma e tranqüilidade em sua respiração lenta. Alienado a toda a realidade a qual pertencia. Após um tempo em silêncio, as figuras desapareceram, desistindo de esperar e deixando a criança sozinha.

Foi quando, em uma fração de segundo, tudo se tornou trevas. A rua inteira escureceu. A Lua e as estrelas perderam seu brilho, absortas pela escuridão. Do céu entre as estrelas, que agora brilhavam palidamente, uma esfera de luz branca com o tamanho aproximado de um punho apareceu. Descia lentamente resplandecendo em um tom prateado. Avançava de forma suave, levada pela brisa leve que soprava, vibrando em um movimento ondulatório calmante.

A fonte luminosa invadiu a casa pela janela, pairou alguns instantes sobre o bebê, precipitou-se sobre seu peito e finalmente o penetrou. O quarto inteiro se iluminou quando um imenso pilar de luz celestial subiu aos céus. A garotinha se mexeu ligeiramente, mas continuou dormindo profundamente.

– Tua luz há de trazer a redenção. – sussurrou uma voz rouca, de uma das figuras que havia se ocultado nas sombras.

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