#02.010 – 14 de Fev

Tudo que tinha era um mapa e saudade no peito. Já fazia um ano que havia perdido, deixando-a para trás para procurar o lendário tesouro. “Siga para as montanhas de Verdetéria e quando visualizar o arco-íris, vá até o ponto onde ele termina”.

Sujo, cansado e trêmulo, ele se arrastou por quilômetros de trilhas, encostas e cavernas e agora chegava ao seu destino. Há poucos metros do fim fenômeno ótico, viu que ele terminava em uma cavidade no sopé de Valender, o maior pico de Verdetéria.

Algo brilhava ali. O coração palpitou. Todo o sacrifício valeria a pena. A respiração pesava. Faltava um passo quando viu que o brilho vinha de uma pequena poça d’água. Será que o tesouro estava ali dentro?

Não se conteve e avançou rapidamente, debruçando-me sobre o buraco. O que viu em seguida arrancou automaticamente lágrimas dos olhos.

O vestido branco, os olhos negros como a noite e um cãozinho no colo. Era sua esposa magicamente refletida no líquido. Como pode ser tão tolo? Seu maior tesouro sempre esteve em casa.

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