#02.013 – 17 de Fev

Após duas horas na fila, chegou ao caixa. Com as mãos suadas, entregou o formulário. A figura do outro lado do guichê apertou os olhos. A boca formou uma linha firme e arqueada.

Dois, o caixa fez sinal com a mão. “Dois milhões? Nada mal”, esfregando as palmas. Ela assentiu, concordando com o valor da venda. O caixa estendeu uma mão esquelética, depositando duas moedas em cima do balcão.

A garota sentiu um frio na barriga. Não eram dois milhões. Eram só duas moedas. Era isso que sua alma valia. Uma vez feito, o pacto era eterno.

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