#02.016 – 20 de Fev

O ronco ficava cada vez mais alto. Toda noite a mesma história por cinco anos. Estava exausta de lutar. Não importava a lua, ela sempre estava lá. Não importava o clima, ela reivindicava o silêncio. O rugido sempre prenunciava a dor, e logo ela estava abraçada às próprias pernas, tentando amenizar as ferroadas.

Dessa vez tinha chegado ao limite. Da gaveta ao lado da cama, pegou e engoliu duas pílulas. O veneno não era pro monstro.

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